Poema para o próximo livro

12 de fevereiro de 2019

há pouco

não exista muito

e daqui a pouco

só existirão  batidas   detrás da porta

não é falta de mundo

nem o mundo  representa tudo

mas daqui a pouco

do mundo lá fora

restará só o pouco

e será esquecido

É assim e não de outro jeito

portas que abrem  incompletas

soltas  pelo vento

da alegria de nada

da tristeza vazia

de nada sobre o que podia ser escrito aqui

Não há nada para  fazer

Nada e nem o medo  retardam  a existência da vontade

de correr

voar

pular

mergulhar olhando para trás

para deixar ser

o que é  no sentido

da linha de pipa

da sombra de avião

do pó da poluição

de qualquer coisa

na chuva que vem

sobre as pessoas

gatos

cachorros e prédios

antenas de tv

monumentos

com  som  molhado e molhado nos olhos

Você não sabe

Isso não existe

Ninguém ensinou que era assim

mas daqui a pouco

vai acontecer

um batida perdida

sem a  esperança da chuva que foi

pelo vento   do mundo

no coração

detrás da  porta

na cidade

Arte Musiva ou um outro fato

4 de agosto de 2018

 

“Arte Musiva ou um outro fato” é o título do conjunto de imagens fotografadas pelo olhar, no ver de óculos escuros,  a imagem do visor de reproduções das imagens capturadas pela câmera do lado posterior do celular Samsung – duos e meio antigo – numa tarde, na frente do Bar do Fabinho. Lugar bom para tomar um sol da tarde. Basicamente, não percebi o acompanhamento da sequência dos meus cliques, que fazia o movimento entre os raios de sol das cores purpuras e violetas azuladas. De neon, um circulo rosa pálido querendo ser intenso para vermelho triplicado numa forma para elevar-se pelos últimos raios amarelos do ocre, da areia, do cinza frio e algum branco de placa de trânsito verde. Não fotografei as imagens na mesma sequência da publicação. Achei interessante. Pura imagem do efeito da refração de luz. Uma questão de incidência oblíqua ou não de uma onda plana que passa por um meio, que serve para justificar toda e qualquer imagem. Mas e o meio? Quais são os meios que existiam naquela tarde de sol na calçada do bar do Fabinho? Sentado, ali, naquele lugar que existe para se sentar na soleira com degrau oblíquo porta de um bar, como um caipira para contar causos, em paz, olhando de óculos escuros para o ir do sol entre os altos dos Prédios da Guimarães Rosa e Caio Prado, senti um impulso, uma vontade de fotografar aquilo que via através dos meus óculos pretos. Uma vontade tola, pois o que eu via de óculos escuros não era o que chegava na câmara do celular, pois o que via era mais escuro. Usava óculos pretos. Queria registrar algo pela ação de fotografar o enfim, a imagem sem óculos escuros. Queria registrar o momento que não sabia-se meio pelo qual as luzes com suas velocidades e incidências oblíquas ou não proporcionavam a visão de pequenos movimentos de agrupamento de corres intencionadas na forma de algo que se elevava conjunta e múltipla, naquele tarde, diante de mim, para se revelar num conjunto de fotografias.

 

 

 

 

Apresentação de ensaio das músicas “Gelo no copo” e “Augustin”, com Sônia Santhelmo (teclado) Benedito Bergamo e Mauricio Prado (baixo) – autoral e experimental Banda Ahbomba – Sarau Achados e Perdidos – versão Bar Mr Cult 17.08.2017

11 de junho de 2018

Videos dos Achados e Perdidos – versão bar do Fabinho 25.10.2016

9 de junho de 2018

Benedito Bergamo – leitura da apresentação do livro “E ou poesias” – Pré lançamento

Eloi Fonseca – Poemas

Rafael Batini – Gaita e Blues

Dona Dê – Canção Sigo e Pausso – Autoral

Paulo Paul – Fernando Pessoa – musicandoFlyer do SAP Bar do Fabinho com horário

Balada para Beibi Meri ou a história que nunca termina, porque penso em você?Outro título: “Do meio da carta em diante”. VERSÃO 9 da   letra e intenção musical resgatada  de gravações feitas em fita k7.

24 de maio de 2018

Ó  baby

 somos  sexuais

Acima de tudo

e sobre tudo

 Tudo Antes do livro

 que não lemos

 

 E não temos

A coisa importante

dos canais de televisão

Não temos

 

Nem sempre  entendi

A coisa mais impossível

 

São de sonhos 

feito morcego 

do lado   style

de morrer

 de hoje

 

E o pensamento

 Eu tô de saco cheio

 de pensamento

 

Talvez seja

só uma ideia

feita do viver

na Paulicéia

baby

 

Numa compreensão

Nessa

Me ga  ló pó li s

Esta coisa

 em lambe-lambes

Desenhada no cartão

 

Coisa grudada

Na porta

feito beijo

com  pedido

de socorro

 Ou quem sabe um segredo 

debaixo de uma  faixa

Duma faixa

quem acha

quem acha

Segurança

 

Nem sempre  pedi

A luta mais impossível

 

os tempos

 Baby Baby

aqui  são outros

Por que penso                          em você

APROXIMAÇÕES ÀS VANGUARDAS: um novo curso ou ciclo de palestras

30 de abril de 2018

Claudio Willer

Étienne_Carjat,_Portrait_of_Charles_Baudelaire,_circa_1862

Programamos algo diferente, entre o curso típico e o ciclo de palestras. Ocasião para conversar com o público, mostrar poesia – e também artes visuais – e destacar alguns tópicos originais, polêmicos ou instigantes.

Informa a Casa Mario de Andrade:

CURSO: APROXIMAÇÕES ÀS VANGUARDAS

Por Claudio Willer

Quando: Sábados, 5 e 19 de maio e 2 e 16 de junho, das 15h às 17h

Onde: Casa Mário de Andrade, Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda

Telefone: (11) 3666-5803 / 3826-4085

Inscrição Online

O que vai ser:

Uma série de palestras ministradas pelo poeta, tradutor e crítico literário Claudio Willer, pretende revelar ao público o sentido das vanguardas artísticas do século XX. Seguem-se os temas de cada encontro:

5 de maio: Dos simbolistas e decadentistas às vanguardas: quando a poesia enlouqueceu. A contribuição decisiva de Baudelaire. Lautréamont, Rimbaud; o enorme Alfred Jarry.

19 de maio: Todos os tempos e todos os…

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autoLambeauto

26 de abril de 2018

Você

já se lambeu

Se beijou

Hoje

?

!

.

Mais sobre surrealismo e cinema

7 de abril de 2018

Claudio Willer

9779-1

Ontem – sexta feira dia 6 – fui ao Centro Cultural e revi um dos meus Buñuel prediletos, ‘A Via Láctea – O estranho caminho de Santiago’. Tratarei, na minha palestra dia 13. O conhecimento – junto com Jean-Claude Carrière, o roteirista, autor de um livro sobre Simão o Mago – das heresias e debates no âmbito do cristianismo. Passa de novo na quinta feira dia 12 às 15 h (vejam programação no post precedente) e é fácil de achar.

Amanhã – domingo – às 17 h. retorno ao Centro Cultural para rever o misteriosíssimo Malpertuis – esse, nós estamos resgatando, há décadas que não circula.

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por que prego afunda? (do poema Piedade de Roberto Piva)

14 de março de 2018

CONVITE via leituras de Roberto Piva

Para…

18 de dezembro de 2017