Um poema sobre o tema magia que ando explorando na ultima mente.

Penso

Eu penso na magia

e penso numa magia

que fosse capaz de fazer

o aparelho de celular

que grava minha voz

flutuar diante da minha boca

E assim

não precisaria

sustentá-lo  com

minha mão esquerda

o cotovelo

apoiado na cadeira

de plástico

na varanda do apartamento do 10º andar

daquele edifício

da Nestor Pestana

E essa

magia

feito magia

se revelaria

pela força do vento

na luz da noite

duma luz distante

e sem brilho

Trêmula

como se fosse um caminho

duma temperatura

vibrante

fresca

suave  dum enfim

de tudo  que se transforma

na sombra

que sustenta

o flutuar do aparelho celular

E que

por ilusões ópticas

é minha

mão

que representa

tudo isso

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