Archive for the ‘Benedito Bergamo’ Category

Poema para o próximo livro

12 de fevereiro de 2019

há pouco

não exista muito

e daqui a pouco

só existirão  batidas   detrás da porta

não é falta de mundo

nem o mundo  representa tudo

mas daqui a pouco

do mundo lá fora

restará só o pouco

e será esquecido

É assim e não de outro jeito

portas que abrem  incompletas

soltas  pelo vento

da alegria de nada

da tristeza vazia

de nada sobre o que podia ser escrito aqui

Não há nada para  fazer

Nada e nem o medo  retardam  a existência da vontade

de correr

voar

pular

mergulhar olhando para trás

para deixar ser

o que é  no sentido

da linha de pipa

da sombra de avião

do pó da poluição

de qualquer coisa

na chuva que vem

sobre as pessoas

gatos

cachorros e prédios

antenas de tv

monumentos

com  som  molhado e molhado nos olhos

Você não sabe

Isso não existe

Ninguém ensinou que era assim

mas daqui a pouco

vai acontecer

um batida perdida

sem a  esperança da chuva que foi

pelo vento   do mundo

no coração

detrás da  porta

na cidade

Apresentação de ensaio das músicas “Gelo no copo” e “Augustin”, com Sônia Santhelmo (teclado) Benedito Bergamo e Mauricio Prado (baixo) – autoral e experimental Banda Ahbomba – Sarau Achados e Perdidos – versão Bar Mr Cult 17.08.2017

11 de junho de 2018

Para…

18 de dezembro de 2017

No Balcão do bar um livro de poesia

18 de dezembro de 2017

Comunico que existem exemplares para serem possuídos por quem quiser conhecer a prosa poética desenvolvido no livro “Para onde vão os sapatos”, para tanto, basta, em qualquer noite dessas, ir aos seguintes bares da Praça Roosevelt: 1) Vinil Retro Cafeteria e Tabacaria nº 230; 2) La barca nº 226; 3) Amigos do Zé nº 92; 4) Fabinho nº 28; Espetinho do Biro nº 252 (poderemos ter outros). Nesses bares você poderá comprar um exemplar por R$ 25 ou recebê-lo de presente do autor pessoalmente, se 0 acaso permitir o encontro. O fato do envolvimento dos bares da Praça na distribuição de produções independentes (livros, por exemplo) é uma proposta da comunidade boêmia da Praça Roosevelt envolvida entorno das respostas possíveis para o “por que não?” das provocações do Sarau dos Achados e Perdidos.

Um poema sobre o tema magia que ando explorando na ultima mente.

12 de novembro de 2017

Penso

Eu penso na magia

e penso numa magia

que fosse capaz de fazer

o aparelho de celular

que grava minha voz

flutuar diante da minha boca

E assim

não precisaria

sustentá-lo  com

minha mão esquerda

o cotovelo

apoiado na cadeira

de plástico

na varanda do apartamento do 10º andar

daquele edifício

da Nestor Pestana

E essa

magia

feito magia

se revelaria

pela força do vento

na luz da noite

duma luz distante

e sem brilho

Trêmula

como se fosse um caminho

duma temperatura

vibrante

fresca

suave  dum enfim

de tudo  que se transforma

na sombra

que sustenta

o flutuar do aparelho celular

E que

por ilusões ópticas

é minha

mão

que representa

tudo isso

Poema da parte “DIVINA INTUIÇÃO OESTE”  do livro “Para onde vão os sapatos” que estarei lançando no mês  de novembro agora. 

26 de outubro de 2017

 

“O espaço no rodapé e nos olhos da página em branco. A saída e a chegada das mãos. O relógio sem hora, que toca na espera da demora. Flores podadas na memória do vaso de vidro. Sapato apertado solto na sala. Olhar refletido alhures Corta

Você. Solidão. Perdão. Margem.  Imagem de Abraços. Notas de blues. Música clássica

Corta

Eu perdendo a poesia nos risos do silêncio do espatifar das gotas da chuva. Mentindo sobre calendários, linguagem, salvação, despedidas e fotografias. Querendo palavras perdidas em qualquer lugar do impulso do medo desta cidade quente que desaparece entre as estrelas dos versos dos palcos dos teatros  Corta

É noite. Leia uma frase. Ouça as palavras. Deixe-as desfazer a identidade e separar o absurdo da existência

Corta

A distância continua depois e depois entre a luz do entorno dos sapatos, do meu rosto, das paredes, da palavra por palavra, do envelope de cartas… A distância é uma fotografia no tempo da sala, da casa da mãe, da imagem distorcida dos sapatos, da forma do espelho distraído

Corta. Deligue a luz, se for caso, mas não deixe a poesia acabar na imagem da porta fechada, numa imagem de santo ou no oco da lâmpada apagada. Ascenda uma vela para orientação entre os riscos dos recortes das palavras

no vento de janela

Pense no som da caneta

uma TV fora de sintonia

ou no som de jornais espalhados pelo tapete

pegadas de astronautas seguindo as do Papai Noel

Cola

Lembre-se das virilhas ruas

dos vermelhos gemidos e do abismo da porta aberta que não podemos trancar com os pedaços

recortados

de nossas

palavras”

Convido você para participar do período de Lançamento da edição do eBook Kindle, “E ou”, pela Amazon.com.br, como o oferecimento gratuito o livro no período de 23 a 27 de janeiro de 2017.

22 de janeiro de 2017

capa-e-ou-por-benedito

Poeta não erra. Pratica rasuras.

Foi assim, praticando rasuras que  cheguei  à construção  do “E OU” como um conjunto de textos poéticos, articulado  por um índice em que o “e” permitiu a escolha dos textos poéticos antigos, novos  e reescritos e o  “ou” permitiu a dúvida de que  os textos deste livro,  uns impregnados de  repetições sonoras,    outros de imagens que  visam afetar o imaginário visual ou aqueloutros de misturas de sensações em confusões intelectuais ou mensagens filosóficas, possam  representar um caminho  de identificação  de um gosto poético. Umas imitações. Brincadeiras de criança com coisas insensatas. Um modo de escrever  para  tornar  aquilo  de alheio na poesia como algo próprio do seu  leitor  que, no caso desse livro de poemas,  é você meu amigo, pois só os amigos, esses espécimes, meio mágicos meio magos, são os  que  sempre aparecem para  nos lembrar dos valores conhecidos “e” de  explorar valores novos na vida “ou”  num  livro de poesia.

Enfim,   este livro  nada mais é  do que um conteúdo de verdades filosóficas absolutas do jogo livre de imaginação em liberdades  da expressão escrita, que tangenciam o invisível dos pregos enfiados no horizonte, porque “as coisas que não existem são mais bonitas”, como diz Felisdônio comendo papel no poema “Mundo Pequeno”  de Manoel de Barros (1916 – 2014), e, também, porque a “Natureza ama esconder-se”, segundo Heráclito de Éfeso (535 a.C.- 484 a.C.).

O autor

8 de novembro de 2016

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Apresentação do autor no livro “E ou poesias”

31 de outubro de 2016

Poeta não erra. Pratica rasuras.

Foi assim, praticando rasuras que  cheguei  à construção  do “E OU” como um conjunto de textos poéticos, articulado  por um índice em que o “e” permitiu a escolha dos textos poéticos antigos, novos  e reescritos e o  “ou” permitiu a dúvida de que  os textos deste livro,  uns impregnados de  repetições sonoras,    outros de imagens que  visam afetar o imaginário visual ou aqueloutros de misturas de sensações em confusões intelectuais ou mensagens filosóficas, possam  representar um caminho  de identificação  de um gosto poético. Umas imitações. Brincadeiras de criança com coisas insensatas. Um modo de escrever  para  tornar  aquilo  de alheio na poesia como algo próprio do seu  leitor  que, no caso desse livro de poemas,  é você meu amigo, pois só os amigos, esses espécimes, meio mágicos meio magos, são os  que  sempre aparecem para  nos lembrar dos valores conhecidos “e” de  explorar valores novos na vida “ou”  num  livro de poesia.

Enfim,   este livro  nada mais é  do que um conteúdo de verdades filosóficas absolutas do jogo livre de imaginação em liberdades  da expressão escrita, que tangenciam o invisível dos pregos enfiados no horizonte, porque “as coisas que não existem são mais bonitas”, como diz Felisdônio comendo papel no poema “Mundo Pequeno”  de Manoel de Barros (1916 – 2014), e, também, porque a “Natureza ama esconder-se”, segundo Heráclito de Éfeso (535 a.C.- 484 a.C.).
O autor

Opinião de quem gosta de blues

18 de outubro de 2016

Pois

se você

quer

um mal

conselho

Viva o inferno dos  afetos

Sorria com os amigos

Chore

chore

pro  espelho

Curta

mande mensagem

e ligue

(Liga agora, porra!)

Encontre nos achados

Sinta saudade

dos perdidos

dos fodidos com som de U

Faça música

Atue

Faça poesia

Leia poesia

Ouça poesia

Erre feliz

com  o um  de todo mundo

com um de todo mundo

E perceba

A quantidade de existência

Na dúvida

De um

Bom

Conselho