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Apresento Eloi Fonseca e o seu “VAMPIRO”

6 de março de 2010

O texto se apresenta através de uma narrativa de cenas comuns e rotineiras descritos com leveza, calma e uma certa indiferença de opinião do narrador sobre o conto de surrealismo sutil. Essa indiferença clama contribi para uma idéia de que coisas incomuns, que acontecem numa simples viajem de transporte coletivo num final de tarde, apesar das pessoas não estarem atentas para o incomum.
Não sei se era pretensão do autor, mas gostei do modo que a descrição das cenas pareciam substituir ou unir os pensamentos personagens num contexto de intenções determinantes e ocultas (as intenções do vampiro) que vinculam todos como algo fatal e inevitável que o início da noite traria. A heroína se salvou? O vampiro foi apanhado em sua pequena e sinistra satisfação? Leiam e descubram as respostas.

“Nada há na outra, muito menos então, na via expressa, mas as folhas das árvores do belo parque meio perdido entre as arquiteturas sofisticadas dos grandes prédios tremem por instigação do sopro fraco do vento noroeste, e Arlindo por sua vez fincado na plataforma de embarque, com as pernas abertas, agita inquieto o bolso do lado direito do casaco. (more…)