Archive for the ‘existência’ Category

Poema para o próximo livro

12 de fevereiro de 2019

há pouco

não exista muito

e daqui a pouco

só existirão  batidas   detrás da porta

não é falta de mundo

nem o mundo  representa tudo

mas daqui a pouco

do mundo lá fora

restará só o pouco

e será esquecido

É assim e não de outro jeito

portas que abrem  incompletas

soltas  pelo vento

da alegria de nada

da tristeza vazia

de nada sobre o que podia ser escrito aqui

Não há nada para  fazer

Nada e nem o medo  retardam  a existência da vontade

de correr

voar

pular

mergulhar olhando para trás

para deixar ser

o que é  no sentido

da linha de pipa

da sombra de avião

do pó da poluição

de qualquer coisa

na chuva que vem

sobre as pessoas

gatos

cachorros e prédios

antenas de tv

monumentos

com  som  molhado e molhado nos olhos

Você não sabe

Isso não existe

Ninguém ensinou que era assim

mas daqui a pouco

vai acontecer

um batida perdida

sem a  esperança da chuva que foi

pelo vento   do mundo

no coração

detrás da  porta

na cidade

autoLambeauto

26 de abril de 2018

Você

já se lambeu

Se beijou

Hoje

?

!

.

Convido você para participar do período de Lançamento da edição do eBook Kindle, “E ou”, pela Amazon.com.br, como o oferecimento gratuito o livro no período de 23 a 27 de janeiro de 2017.

22 de janeiro de 2017

capa-e-ou-por-benedito

Poeta não erra. Pratica rasuras.

Foi assim, praticando rasuras que  cheguei  à construção  do “E OU” como um conjunto de textos poéticos, articulado  por um índice em que o “e” permitiu a escolha dos textos poéticos antigos, novos  e reescritos e o  “ou” permitiu a dúvida de que  os textos deste livro,  uns impregnados de  repetições sonoras,    outros de imagens que  visam afetar o imaginário visual ou aqueloutros de misturas de sensações em confusões intelectuais ou mensagens filosóficas, possam  representar um caminho  de identificação  de um gosto poético. Umas imitações. Brincadeiras de criança com coisas insensatas. Um modo de escrever  para  tornar  aquilo  de alheio na poesia como algo próprio do seu  leitor  que, no caso desse livro de poemas,  é você meu amigo, pois só os amigos, esses espécimes, meio mágicos meio magos, são os  que  sempre aparecem para  nos lembrar dos valores conhecidos “e” de  explorar valores novos na vida “ou”  num  livro de poesia.

Enfim,   este livro  nada mais é  do que um conteúdo de verdades filosóficas absolutas do jogo livre de imaginação em liberdades  da expressão escrita, que tangenciam o invisível dos pregos enfiados no horizonte, porque “as coisas que não existem são mais bonitas”, como diz Felisdônio comendo papel no poema “Mundo Pequeno”  de Manoel de Barros (1916 – 2014), e, também, porque a “Natureza ama esconder-se”, segundo Heráclito de Éfeso (535 a.C.- 484 a.C.).

O autor

Opinião de quem gosta de blues

18 de outubro de 2016

Pois

se você

quer

um mal

conselho

Viva o inferno dos  afetos

Sorria com os amigos

Chore

chore

pro  espelho

Curta

mande mensagem

e ligue

(Liga agora, porra!)

Encontre nos achados

Sinta saudade

dos perdidos

dos fodidos com som de U

Faça música

Atue

Faça poesia

Leia poesia

Ouça poesia

Erre feliz

com  o um  de todo mundo

com um de todo mundo

E perceba

A quantidade de existência

Na dúvida

De um

Bom

Conselho

A MARQUESA ROXA E AS QUESTÕES DE DEUS E PEGOUS.

10 de abril de 2016

forma de dor

20 de março de 2015

Eu queria a dor dos analgésicos
Sei disso

porque a dor  muito forte
não doe
É  uma loucura

Não sai da mente o querer inventar

erros de gramática nesses momentos
Nunca deixei de errar
porque deixar

não posso
Sou posse
Tudo… sentir, ouvir, ver, falar, escrever,  mentir

É …por …na forma que nunca foi

e não é

Agora que

retorna uma lágrima  para  o olhar  a  lua

parada  entre pessoas apaixonadas

se beijando  na praça

numa conjugação de  verbos

que ainda

não causa dor